sexta-feira, 1 de maio de 2015

Reflexão para um bom início de mês... 01.05.2015

Àbórú Àbóyé,

Hoje Ifá nos desperta e nos ensina:
“O dinheiro não é tudo na vida!”


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Ifá nos conta num determinado Appattaki, o caminho entre Ágbá Òrúnmìlà e seu rebelde, porém amado filho.

Num determinado momento, Ágbá Òrúnmìlà ganhou a dádiva de ser pai e como tradicionalmente fazemos dentro da Cultura de Ifá e com ele não foi diferente, este levou seu filho (aos três meses de nascido) até um Bàbálàwó (Sacerdote de Ifá e Pai do Segredo), para que este pudesse lhe indicar os caminhos de sua criança, assim como, seu Orixá tutelar e como esta criança chegou à Terra.

E quando o Sacerdote consultou o Sagrado Oráculo de Ifá para o Filho de Òrúnmìlà, este disse ao Grão Mestre que ele deveria fazer ebós de imediato no seu herdeiro, já que este vinha sentenciado desde o Orun (céu). E sua sentença tinha que ser levada muito à sério, pois corria risco de briga, separações e mortes.

E com isso, Òrúnmìlà deveria cumprir com este da seguinte maneira e ordem:
-Iniciação à Ifá;
-Feitura à Orixá;
-Consagração ao Sacerdócio final de Ifá.

Òrúnmìlà então reuniu todos os elementos sagrados e os levou ao Bàbálàwó e este disse que os Ebós não fechavam, pois ainda lhe faziam falta dois grandes e sagrados elementos, sendo estes:
-Um Pé de Oguede (Banana) dentro de um vaso;
-Um corrente de aço média.

O Sacerdote então com todos os ebós já feitos e os materiais consagrados, disse ao Grão Mestre que de imediato, aquela corrente deveria ser colocada no pescoço de seu filho e o pé de banana deveria ser cultivado por ambos.

E assim os anos foram se passando e Òrúnmìlà seguiu orientando o seu filho, aonde lhe dava conselhos e juntos cuidavam do pezinho que ia crescendo dentro do pequeno vaso... Porém de maneira alguma, este conseguia se quer iniciar seu herdeiro!

E quanto mais velho o filho do Grão Mestre ficava, mais ele se desinteressava de cuidar da planta e de ouvir os Conselhos Sagrados para o bem de seus caminhos! E vendo Òrúnmìlà o seu filho se perder e nada ele podendo fazer, este temeroso ficou e o que era amor entre ambos, começou à virar uma briga cotidiana, aonde o menino brigava por não querer se comprometer e o pai por tentar fazer de tudo para salvar o seu amado filho.

E como nada tinha êxito, não demorou muito à acontecer a primeira desgraça dentro os caminhos de ambos, aonde o vaso que jamais deixou de ser cuidado pelo pai, a planta que estava dentro cresceu. E com isso, o vaso se tornou pequeno e Bananeira já crescida seguia rompendo o mesmo em passos lentos. Passos esses que não muito tempo durou e este não mais suportou. E logo, o vaso que lá atrás era muito grande, não mais serviu e a Bananeira seguiu sua vida à sua maneira.

E o mesmo caminho quis ter o filho de Òrúnmìlà, porém não enraizado e com menos sorte, o primeiro que ele quis fazer foi romper os laços e elos com seu pai, aonde não quis mais saber de escutar os chatos e velhos conselhos que o limitavam de todas as maneiras.

E assim o menino, agora já um homem formado decidiu ir e assim com ele foi a sua vida. Já que o grande negativo já havia se apresentado e este com a sua teimosia fez com que ele não pudesse ser interrompido.

E com isso chegou sua hora e como a corrente em seu pescoço havia se tornado muito pequena para um largo pescoço que não mais a suportava, este teve o seu triste fim.

E por mais que nos seus últimos momentos ele houvesse tentado buscar ajuda de outros, este infelizmente não conseguiu de maneira alguma encontrar alguém apto para lhe salvar e que realmente conhecesse a fundo sua história, vida e caminhos. 

E este por fim acabou perdendo sua vida enforcado na sua própria corrente da vida e do destino, aonde lhe acompanhava e traçava com o passar dos anos todo o seu processo kármico!

Ito Ibán Èsù...


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Ifá nos diz de cara, aonde muitos já são cientes da regência que temos no ano, aonde no início do mesmo, nos foi aconselhado por Ifá como todos deveríamos buscar seus caminhos. E de certo muitos chegaram, chegam e estão chegando lá, porém outros tantos, simplesmente acharam que a corrente poderia, pode ou poderá durar mais um pouco e a estão testando para ver até aonde ela irá suportar!

Ifá nos diz que não adianta fugir, pois a natureza encontrará o seu rumo, já que as ordens são divinas e à cada um de nós, nos cabe o saber do tamanho da corrente que cada um no seu pescoço carrega. Aonde cada vez mais a responsabilidade chega e nos aperta mais um pouquinho... E o fim? Creio eu, que ficou claro no Conto que Ifá nos trouxe no dia de hoje!

Ifá diz que tenhamos todos muito cuidado com o valor material e o desleixo com o nosso espiritual. Aonde aqui além dos vasos rompidos junto das correntes que cada um carrega, também vem junto à ira de Ágbá Èsù Elegbá (O Orixá Senhor de todos os Nossos Caminhos e Dono das Chaves de todas as Portas).

E com isso, o Sagrado Oráculo nos lembra:
-Vivendo bem com Èsù, portas abertas terão;
-Vivendo mal com Èsù, portas cada vez mais se fecharão!

Ifá nos diz para chamarmos as responsabilidades pessoais para si e cada um no seu eu deverá querer e entender:
Parar,
Pensar,
E reflitir...

E na reflexão encontrar a solução do quão antes buscar o seu Grão Sacerdote, para que este através de seu Oráculo Sagrado, possa encontrar um caminho de como romper esta corrente que muito incomoda desde o ontem, o hoje e de certo seguirá até aonde o Karma deixar ser o amanhã!

Ito Ibán Èsù...



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-Ah, querem um bom ebó para hoje?!
-Ah sim, comecem à cuidar de quem pode abrir ou fechar suas portas, assim como aos seus caminhos!

-Laroyeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee Èsù!!!


Beijos no coração de cada um e que tenham todos um excelente feriado do Dia do Trabalho (Brasil)... e que consigam achar seus caminhos, para que assim consigam se desvencilharem de suas correntes!

Ito Ibán Èsù...

Ase L’Orí,
Ase bo,
Ase to,
Ase Ito Iban Èsù,
Ase Ariku ba ba wá!

Respeite para ser respeitado!


Todos de Ifá;
Todos de Orixá;
Todos de Égún;

E Religiosos em geral por um Brasil melhor!!!
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