ÀBÓRÚ
ÀBÓYÉ
A Uerj perdeu hoje um dos seus professores mais queridos, o diretor do Departamento Cultural (DeCult), Alexandre Sá. Docente do Instituto de Artes da nossa Universidade - pelo qual era licenciado em História da Arte (2002) -, ele dirigiu a unidade por dois mandatos consecutivos (2016-2019 e 2020-2023), tendo sido coordenador de graduação e membro integrante do Programa de Pós-graduação em Artes, com extensa e qualificada produção.
Sua notável trajetória acadêmica o levou a fazer três pós-doutorados (o terceiro
ainda em curso, no Programa de Pós-graduação em História, da Universidade
Federal Fluminense), mantendo atividade de pesquisa como bolsista Prociência
(Uerj) e Jovem Cientista/Faperj (2022-2025). Mestre e doutor em Artes Visuais
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Alexandre Sá tinha atuação
múltipla em sua área.
Alma sensível, era um artista que transitava com segurança por diferentes
linguagens e formas de expressão - da performance ao vídeo, da poesia à música.
Também crítico de arte, foi curador de diversas exposições - a mais recente,
dividindo a curadoria em "Setenta e Cinco: uma exposição histórica e
cultural sobre os 75 anos da Uerj".
Alexandre também era seguidor e defensor da filosofia de Òrúnmìlà-Ifá/Ìwa Pèlé,
sistema de conhecimento e sabedoria da tradição iorubá. Dias atrás, em seu
perfil no Instagram, escreveu: “Uma das primeiras coisas que aprendi em Ifá e
obviamente também no candomblé é: jamais se esqueça do seu tamanho. (…) Se
morte e vida são lugares com substâncias quânticas distintas, não há razão para
temer. O amor e o bem são o espelho mais afiado do gume do punhal da justiça
que corta a tela ilusória entre o viver e o morrer”.
Toda a comunidade uerjiana se solidariza com a dor de familiares, amigos e
colegas de trabalho desse artista iluminado, um professor/pesquisador que será
sempre lembrado por sua conduta marcadamente afetuosa.
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