Aboru Aboye Abosise,
HISTORIA DA LETRA DO ANO EM CUBA
Amigos, colocamos aqui, um resumo do surgimento da cerimônia da letra do ano em Cuba. Entedemos que é importante que essa informação possa chegar a todos os iniciados em Ifa Tradicional Cubano, que constitui um dos eventos religiosos mais importantes que os Babalawos presidem tanto em Cuba, como na Nigéria que tem sua cerimonia realizada no fim do primeiro semestre e dia 1 de julho é sacada a letra que tem validade até 30 de junho do ano subsquente.
Esclarecemos que não temos a intenção de questionar, de forma alguma, o que é feito por nossos irmãos das diferentes ramas religiosas. Seja em qualquer parte do mundo, pois todos merecem nosso total respeito e consideração.
HISTORIA

Conta a historia que a letra começou a ser sacada no final do século XIX, não havendo uma data precisa da primeira cerimônia. Dados e documentos revelados por Babalawos procedentes das diferentes ramas religiosas existentes no país, consta que os Babalawos começaram a reunir-se para a primeira cerimônia de letra do ano com todo rigor das cerimônia estabelecidas, que concluía-se em primeiro de janeiro.
Através do Oráculo de ifa, erá do conhecimento de cada interessado as orientações, recomendações que deveriam cumprir durante o ano que se iniciava, com a finalidade de evitar, vencer os obstáculos e as dificuldades. E se tem o conhecimento que a primeira cerimônia foi dirigida pelo Babalawo Romigio Herrera, Adeshina Obara Meji, de nacionalidade africana e que foi ajudado por seus afilhados: Marcos García Ifalola Baba Ejiogbe, Oluguere Oyeku Meji, Eulogio Rodríguez Tata Gaytan OgundaFun, José Carmen Batista Obeweñe, Salvador Montalvo Okaran Meji e Bernardo Rojas Ireteuntendi. Importante saber que alguns dos afilhados de Adeshina, tinham como Ojubona o Babalawo Oluguere que também era de nacionalidade africana.
Em 1902, Adeshina por problemas de saúde passou para Tata Gaytan a responsabilidade da Letra do Ano e que teve o auxilo dos Babalawos que anteriormente foram mencionados: Secundino Crucet Osaloforbeyo, Bernabé Menocal Baba Ejiogbe, Quintín Lecón García Oturaniko, José Asunción Villalonga Ogundamasa e outros.
No ano de 1906 Adeshina faleceu e Bernardo Rojas torna-se o seu sucessor, herdando suas divindades maiores, passando a assumir a direção da letra do ano. Diante desse acontecimento, Bernardo Rojas e todos os Babalawos já mencionados anteriormente mantém o cerimonial de forma discreta e entre o grupo.
Entre os anos de 1948 e 1952 houve um aumento na participação dos presentes e contando com o apoio e a participação dos Babalawos Juan Antonio Ariosa Ogbetua, Tatica Obararete, Joaquín Salazar Osaloforbeyo, Cornelio Vidal Ogbeshe, Miguel Febles Odika e Aurelio Estrada (Babel) Baba ejiogbe.
Esse cerimonial sempre tinha discrição na sua realização, visto que naquela época o Governo tratava as práticas de crenças africanas como delito dentro do código penal e por essa razão em alguns anos os responsáveis procuravam diminuir a participação dos Babalawos e convidavam os chefes de família e um de seus afilhados.
Em 9 de maio de 1959, falece Bernado Rojas. Assim Dr. José Herrera tornou-se seu sucessor, herdando as divindades de Adeshina e a responsabilidade de manter o cerimonial da Letra do ano. Contudo, Joaquin Salazar era o Babalawo mais velho e Oba da rama e Dr. Herrera cede a direção da cerimônia. Joaquin Salazar assume a direção com o mesmo rigor religioso das cerimônias anteriores.
As cerimônia seguintes tiveram a direção de Joaquin Salazar e a rama de Adeshina, representada por Dr. Jose Herrera. Posteriormente, Joaquin Salazar e outros maiores reorganizaram as ramas tradicionais existentes e desta forma ampliou-se a participação na letra do ano de todos os babalawos e assim foram denominadas entre outras ramas, as que seguem abaixo:
Rama Ifabi
Nome Francisco Villalonga
Odù Ogunda Kete
Representada Angel Villalonga
Odù Ogunda Leni
Rama Adeshina
Nome Remigio Herrera
Odù Obara Meji
Representada Fernando Molina
Odù Baba Ejiogbe
Rama Ño Karlo Adebi
Nome
Odù Ojuani Boka
Representada Angel Padrón
Odù Baba Ejiogbe
Rama Pericón Pérez
Nome
Odù Obeyono
Representada Alejandro Domínguez
Odù Osa Guleya
Entre Outros.
As ramas mais tradicionais do século XIX e do começo do século XX tiveram em sua direção Babalawos africanos que depois delegaram responsabilidades a seus sucessores cubanos.
Este artigo tem como finalidade, passar aos iniciados em Ifá Tradicional Cubano, como se desenrolou o nascimento da cerimônia da letra do Ano em Cuba, nós não temos aqui a pretensão de estabelecer tradições e sim apresentar um pouco da história desta cerimônia.

Fonte de Pesquisa:
Esclarecemos que não temos a intenção de questionar, de forma alguma, o que é feito por nossos irmãos das diferentes ramas religiosas. Seja em qualquer parte do mundo, pois todos merecem nosso total respeito e consideração.
HISTORIA

Conta a historia que a letra começou a ser sacada no final do século XIX, não havendo uma data precisa da primeira cerimônia. Dados e documentos revelados por Babalawos procedentes das diferentes ramas religiosas existentes no país, consta que os Babalawos começaram a reunir-se para a primeira cerimônia de letra do ano com todo rigor das cerimônia estabelecidas, que concluía-se em primeiro de janeiro.
Através do Oráculo de ifa, erá do conhecimento de cada interessado as orientações, recomendações que deveriam cumprir durante o ano que se iniciava, com a finalidade de evitar, vencer os obstáculos e as dificuldades. E se tem o conhecimento que a primeira cerimônia foi dirigida pelo Babalawo Romigio Herrera, Adeshina Obara Meji, de nacionalidade africana e que foi ajudado por seus afilhados: Marcos García Ifalola Baba Ejiogbe, Oluguere Oyeku Meji, Eulogio Rodríguez Tata Gaytan OgundaFun, José Carmen Batista Obeweñe, Salvador Montalvo Okaran Meji e Bernardo Rojas Ireteuntendi. Importante saber que alguns dos afilhados de Adeshina, tinham como Ojubona o Babalawo Oluguere que também era de nacionalidade africana.
Em 1902, Adeshina por problemas de saúde passou para Tata Gaytan a responsabilidade da Letra do Ano e que teve o auxilo dos Babalawos que anteriormente foram mencionados: Secundino Crucet Osaloforbeyo, Bernabé Menocal Baba Ejiogbe, Quintín Lecón García Oturaniko, José Asunción Villalonga Ogundamasa e outros.
No ano de 1906 Adeshina faleceu e Bernardo Rojas torna-se o seu sucessor, herdando suas divindades maiores, passando a assumir a direção da letra do ano. Diante desse acontecimento, Bernardo Rojas e todos os Babalawos já mencionados anteriormente mantém o cerimonial de forma discreta e entre o grupo.
Entre os anos de 1948 e 1952 houve um aumento na participação dos presentes e contando com o apoio e a participação dos Babalawos Juan Antonio Ariosa Ogbetua, Tatica Obararete, Joaquín Salazar Osaloforbeyo, Cornelio Vidal Ogbeshe, Miguel Febles Odika e Aurelio Estrada (Babel) Baba ejiogbe.
Esse cerimonial sempre tinha discrição na sua realização, visto que naquela época o Governo tratava as práticas de crenças africanas como delito dentro do código penal e por essa razão em alguns anos os responsáveis procuravam diminuir a participação dos Babalawos e convidavam os chefes de família e um de seus afilhados.
Em 9 de maio de 1959, falece Bernado Rojas. Assim Dr. José Herrera tornou-se seu sucessor, herdando as divindades de Adeshina e a responsabilidade de manter o cerimonial da Letra do ano. Contudo, Joaquin Salazar era o Babalawo mais velho e Oba da rama e Dr. Herrera cede a direção da cerimônia. Joaquin Salazar assume a direção com o mesmo rigor religioso das cerimônias anteriores.
As cerimônia seguintes tiveram a direção de Joaquin Salazar e a rama de Adeshina, representada por Dr. Jose Herrera. Posteriormente, Joaquin Salazar e outros maiores reorganizaram as ramas tradicionais existentes e desta forma ampliou-se a participação na letra do ano de todos os babalawos e assim foram denominadas entre outras ramas, as que seguem abaixo:
Rama Ifabi
Nome Francisco Villalonga
Odù Ogunda Kete
Representada Angel Villalonga
Odù Ogunda Leni
Rama Adeshina
Nome Remigio Herrera
Odù Obara Meji
Representada Fernando Molina
Odù Baba Ejiogbe
Rama Ño Karlo Adebi
Nome
Odù Ojuani Boka
Representada Angel Padrón
Odù Baba Ejiogbe
Rama Pericón Pérez
Nome
Odù Obeyono
Representada Alejandro Domínguez
Odù Osa Guleya
Entre Outros.
As ramas mais tradicionais do século XIX e do começo do século XX tiveram em sua direção Babalawos africanos que depois delegaram responsabilidades a seus sucessores cubanos.
Este artigo tem como finalidade, passar aos iniciados em Ifá Tradicional Cubano, como se desenrolou o nascimento da cerimônia da letra do Ano em Cuba, nós não temos aqui a pretensão de estabelecer tradições e sim apresentar um pouco da história desta cerimônia.

Fonte de Pesquisa:
ASOCIACIÓN CULTURAL YORUBA DE CUBA
Site: http://proyecto-orunmila

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